Estética
Tati&Arte&Manha
BAUMGARTEN, em 1750, inaugurou o sentido moderno da palavra Estética e estabeleceu-lhe um fim: a perfeição do conhecimento sensitivo como tal. Esse conhecimento sensitivo é o complexo de representações que subsistem abaixo da distinção; a perfeição é a beleza.
A beleza universal do conhecimento sensitivo é o consenso dos pensamentos entre si em direção à unidade cuja manifestação é beleza das coisas e dos pensamentos distinguida entre a beleza do conhecimento e a beleza dos objetos e da matéria.
Perfeição é ordem consensualizada em que meditamos as coisas pensadas de modo belo; é a beleza da ordem e da disposição.
A beleza universal do conhecimento sensitivo é o consenso interno dos signos e o consenso dos signos com a ordem e com as coisas, á medida que este se manifesta: beleza das enunciações - dicção e estilo - quando os signos são o discurso ou o diálogo, e a beleza da ação do orador - gestos e atitudes - quando o discurso é proferido à viva voz.
A perfeição do conhecimento é a harmonização, entre si, para formar uma noção das marcas distintas do conhecimento para gerar a beleza: riqueza, magnitude, verdade, clareza, certeza e vida.
Na medida em que uma percepção é uma causa determinante, ela é um argumento do qual a Estética exige força e eficácia e elegância; esta última se revela numa figura de retórica (esquema) dos objetos e pensamentos - sentenças; da ordem; da significação - figuras de linguagem.
O caráter geral do esteta bem-sucedido - estética natural - exige (por conceito) a estética natural inata e a physis, disposição natural e inata da alma para pensar de modo belo. À natureza do esteta pertence um refinado talento inato em sentido amplo cuja harmonização seja adequada em função da elegância do conhecimento.Ao talento refinado pertence a agudez dos sentidos - faculdade cognitiva inferior - de porte que não venha a oprimir os pensamentos heterogêneos com qualquer de suas sensações; a aptidão natural para fantasiar dando riqueza de imaginação ao talento, sem obscurecer as demais percepções; aptidão natural para a perspicácia (sentido somado à fantasia) para sugerir as coisas a serem lapidadas pela sutileza do espírito e pelo talento, para que atue sobre uma matéria que lhe tenha sido preparada; aptidão natural para reconhecer e a memória (também capacidade de reproduzir algo imaginado); aptidão poética (classe mais eminente dos estetas práticos); aptidão para o gosto fino e apurado e inépcia para o vulgar; disposição de prever e de pressentir o futuro, sem ceder seu lugar ou seu tempo á sensação ou imaginação heterogênea; aptidão para expressar suas percepções, sem expandir-se ao ponto de suprimir a intuição. Estas faculdades inferiores, assim, se exigem em quem tenha a intensão de pensar de modo belo, sendo condição sine qua non.
O ajustamento da aptidão para pensar de modo belo e de modo lógico se dá bem e podem coexistir a posteriori de modo estreito nos ensinamentos dos talentosos.
Desses - os talentosos - quando estetas bem-sucedidos, exige-se a ascese (exercício prático e estético com repetição frequente de ações homogêneas). Esse consenso nos próprios exercícios estéticos dão demonstrações de talento e de índole e reforço para a grandeza inata.
Chegamos à estética dinâmica ou crítica cujo objetivo é a avaliação das forças de que se dispõe para alcançar determinada beleza de um determinado conhecimento, o que se alcança pela medição das forças inatas da natureza pelos exercícios estéticos por meio de ensaios (testes) que lhe permitam distinguir os resultados bons ou ruins pela presença do caráter geral estético e outras características específicas. A Estética prática deve ter o cuidado de escolher assunto segundo suas forças, seguindo nele ordenação lógica e atenção aos signos, pois trata-se de casos especiais diante da Estética teórica e suas regras gerais sobre a heurística, a metodologia e a semiótica.
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